sexta-feira, 26 de setembro de 2014

ENDOMETRIOSE

O que é Endometriose?

Endometriose é uma condição na qual o tecido que age como a mucosa que reveste a parede interna do útero (endométrio) cresce em outras regiões do corpo, causando dor, sangramento irregular e possível infertilidade.

Causas

Todo mês, os ovários produzem hormônios que estimulam as células da mucosa do útero (endométrio) a se multiplicarem e estarem preparadas para receber um óvulo fertilizado. A mucosa aumenta de tamanho e fica mais espessa.
Se essas células (chamadas de células endometriais) crescerem fora do útero, surge a endometriose. Ao contrário das células normalmente encontradas dentro do útero que são liberadas durante a menstruação, as células fora do útero permanecem no lugar. Elas, às vezes, sangram um pouco, mas se curam e são estimuladas novamente durante o ciclo seguinte.
Esse processo contínuo provoca os sintomas da endometriose (dor) e pode causar cicatrizes (aderências) nas trompas, ovários e estruturas ao redor na pélvis.
A endometriose é um problema comum. Às vezes, ela pode ser passada para as gerações seguintes de uma mesma família. Embora, normalmente, a endometriose seja diagnosticada entre 25 e 35 anos, a doença provavelmente começa quando a menstruação regular inicia.
possíveis fatores de risco:
  • Começar a menstruar muito cedo
  • Nunca ter tido filhos
  • Ciclos menstruais frequentes
  • Menstruações que duram sete dias ou mais
  • Problemas como hímen não perfurado, que bloqueia a passagem do sangue da menstruação

Exames

Testes que são realizados para diagnosticar a endometriose:
  • Exame pélvico
  • Ultrassom transvaginal
  • Laparoscopia pélvica

Sintomas de Endometriose

A dor é o principal sintoma das mulheres com endometriose. Pode incluir:
  • Menstruações dolorosas
  • Dor no baixo abdome ou cólicas que podem ocorrer por uma semana ou duas antes da menstruação
  • Dor no baixo abdome durante a menstruação (a dor e as cólicas podem ser incômodas e uniformes ou intensas)
  • Dor durante ou após a relação sexual
  • Dor ao evacuar
  • Dor pélvica ou lombar que pode ocorrer a qualquer momento do ciclo menstrual

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

HPV

O Que é o HPV?

O HPV também conhecido como verruga genital, crista de galo, é uma doença sexualmente transmissível (DST) causada pelo Papilomavírus humano ( HPV).
O HPV engloba mais de 100 tipos diferentes de vírus. Esse grupo é o principal responsável por lesões cancerígenas na vulva e no colo do útero, além de provocar também a formação de verrugas na pele, na região oral, anal, genital e uretra.
Nas mulheres só é possível diagnosticar a doença através de exames especializados, como o Papanicolau e a colposcopia.

Causas

A principal forma de transmissão do vírus do HPV  é pela via sexual. Para ocorrer o contágio, a pessoa infectada não precisa apresentar sintomas. Mas quando a verruga é visível, o risco de transmissão é muito maior. O uso da camisinha durante a relação sexual geralmente impede a transmissão do HPV, que também pode ser transmitido para o bebê durante o parto.

Sintomas

A infecção pelo HPV causa verrugas de tamanhos variáveis. No homem, é mais comum na glande e na região do ânus. Na mulher, os sintomas mais comuns do HPV surgem na vagina, vulva, região do ânus e colo do útero. As lesões do HPV também podem aparecer na boca e na garganta e as vezes a infecção pode aparecer de maneira assintomática.
Na presença de qualquer sinal ou sintomas do HPV, é recomendado procurar um profissional de saúde, para o diagnóstico correto e indicação do tratamento adequado para o HPV.
Os tratamentos são diversos e dependem do caso. Para a eliminação das verrugas, geralmente é usado o método da cauterização química ou elétrica. Em outras situações, pode ser recomendado o uso de cremes e medicamentos via oral que têm ação imunológica protetora das células.

domingo, 1 de dezembro de 2013

1º de dezembro Dia Mundial da Luta Contra a AIDS

O dia primeiro de dezembro foi escolhido como o Dia Mundial de Prevenção contra a AIDS, doença transmitida por contato entre o sangue contaminado e o sangue não contaminado. 
A data foi instituída pela ONU (Organização das Nações Unidas), a fim de fazer dela um dia de batalha contra a doença, visando mobilizar a opinião pública sobre a gravidade da doença, mas de amenizar o preconceito sofrido pelos portadores do HIV, o vírus causador da doença.
No Brasil, a data foi estabelecida desde 1988, a fim de alertar a população sobre as formas de transmissão da doença e os avanços dela pelo país.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Aids

O HIV é o causador da aids, ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. As células mais atingidas são os linfócitos T CD4+. E é alterando o DNA dessa célula que o HIV faz cópias de si mesmo. Depois de se multiplicar, rompe os linfócitos em busca de outros para continuar a infecção.

Ter o HIV não é a mesma coisa que ter a aids. Há muitos soropositivos que vivem anos sem apresentar sintomas e sem desenvolver a doença. Mas, podem transmitir o vírus a outros pelas relações sexuais desprotegidas, pelo compartilhamento seringas contaminadas ou de mãe para filho durante a gravidez e a amamentação. 
A aids é o estágio mais avançado da doença que ataca o sistema imunológico. A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, como também é chamada, é causada pelo HIV. Como esse vírus ataca as células de defesa do nosso corpo, o organismo fica mais vulnerável a diversas doenças, de um simples resfriado a infecções mais graves como tuberculose ou câncer. O próprio tratamento dessas doenças fica prejudicado.
Há alguns anos, receber o diagnóstico de aids era uma sentença de morte. Mas, hoje em dia, é possível ser soropositivo e viver com qualidade de vida. Basta tomar os medicamentos indicados e seguir corretamente as recomendações médicas.
Saber precocemente da doença é fundamental para aumentar ainda mais a sobrevida da pessoa. Por isso, o Ministério da Saúde recomenda fazer o teste sempre que passar por alguma situação de risco e usar sempre o preservativo.
A manifestação inicial do HIV, presente em 50 a 70% dos casos, é semelhante a uma gripe ou mononucleose infecciosa e ocorre 2 a 4 semanas após a infecção. Pode haver febre, mal-estar, linfadenopatiaeritemas, e/ou meningite viral. Estes sintomas são geralmente ignorados, ou tratados enquanto gripe, e acabam por desaparecer, mesmo sem tratamento, após algumas semanas. Nesta fase há altas concentrações de vírus, e o portador é altamente infeccioso.
A segunda fase é caracterizada por baixas quantidades dos vírus, que se encontram apenas nos reservatórios dos gânglios linfáticos, infectando gradualmente mais e mais linfócitos T CD4+; e nos macrófagos. Nesta fase, que dura em média 10 anos, o portador é soropositivo, mas não desenvolveu ainda SIDA/AIDS. Ou seja, ainda não há sintomas, mas o portador pode transmitir o vírus. Os níveis de T CD4+ diminuem lentamente e ao mesmo tempo diminui a resposta imunitária contra o vírus HIV, aumentando lentamente o seu número, devido à perda da coordenação dos T CD4+ sobre os eficazes T CD8+ e linfócitos B.
Na terceira fase da Aids o portador começa  a sentir cansaço, tosse, perda de peso, diarreia, inflamação dos gânglios linfáticos e suores noturnos, devidos às doenças oportunistas, como a pneumonia por Pneumocystis jiroveci, os linfomas, infecção dos olhos por citomegalovírus, demência e o sarcoma de Kaposi. Sem tratamento, ao fim de alguns meses ou anos a morte é inevitável. 

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Laqueadura

Laqueadura consiste no método de esterilização feminina caracterizado pelo corte ou ligamento cirúrgico das tubas uterinas, que fazem o caminho dos ovários até o útero. Assim, as tubas uterinas impedem a passagem do óvulo e os espermatozóides não o encontram, não havendo fecundação, ou seja, impossibilitando a gravidez da mulher. É um procedimento seguro que pode ser feito de várias maneiras, sendo necessária internação e anestesia geral ou regional. 
Existem até 15 técnicas diferentes, com várias vias de acesso – desde vaginal até por videolaparoscopia. E é possível amarrar as trompas e cortar um pedaço da alça delas, ou só amarrá-las, ou ainda optar por outros métodos. Após a operação, o risco de gravidez da mulher é de menos de 1%. O uso de métodos contraceptivos torna-se obsoleto. Porém, uma laqueadura não impede a mulher de contrair DSTs.
A decisão de realizar a cirurgia deve ser tomada com ponderação e cautela, visto que a mulher está sujeita a danos psicológicos e muitas chegam a se arrepender de tê-la feito.
A possibilidade de falha natural em uma laqueadura ou vasectomia depende do tipo de técnica usada nessa cirurgia de esterilização

Processos inflamatórios
São processos inflamatórios que ajudam a reverter espontaneamente a laqueadura. Podem ser motivados por bactérias (como a clamídia) ou não. Quando se passa muito tempo da operação, fica mais difícil engravidar. Quanto mais tempo se passa, mais difícil fica para uma laqueadura se reverter naturalmente, porque a mulher vai envelhecendo, os óvulos acabam tendo mais dificuldade de fecundação e as trompas, quando cortadas, formam uma espécie de cicatriz dura.
A laqueadura não interfere em nada na menstruação, na TPM nem nos níveis hormonais – é apenas uma interrupção da passagem dos óvulos,. O que pode mudar é a chance de a mulher ter uma gravidez ectópica ou tubária após a cirurgia: o risco aumenta de 2,5% em uma paciente normal para 5% após a esterilização.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Pilula Anticoncepcional

A pilula anticoncepcional é o método mais popular de evitar a gravidez.  A pílula deve ser escolhida pelo ginecologista, pois ele ira analisar o perfil da paciente e receitar qual será melhor para ela.
Algumas pílulas tendem a engordar, enquanto outras podem até ajudar a emagrecer, dependendo do organismo da mulher.
Quem vai iniciar o uso do anticoncepcional pela 1ª vez deve tomar o 1º comprimido da cartela no 1º dia de menstruação. Deve-se tomar 1 por dia, conforme as indicações da cartela, até o último comprimido. Quando estes acabarem, deve-se fazer uma pausa de 7 dias e, no oitavo dia de pausa, iniciar uma nova cartela. Durante esta pausa a mulher deverá ficar menstruada.
O anticoncepcional possui hormônios semelhantes aos que são produzidos pelo corpo da mulher quando ela está grávida, gerando uma espécie de falsa gravidez que impede que a ovulação ocorra. Por isso, a mulher não pode engravidar enquanto estiver tomando a pílula anticoncepcional corretamente.
A menstruação de quem toma anticoncepcional costuma durar de 3 a 4 dias e causa menos cólica e um fluxo sanguíneo em menor quantidade.
A pílula anticoncepcional pode ser tomada a qualquer hora do dia, porém, é importante que ela seja tomada sempre na mesma hora para evitar esquecimentos. Se esquecer de tomar o anticoncepcional, deve-se tomá-lo logo que lembrar, se este esquecimento for igual ou inferior a 12 horas.
Mas se o esquecimento for maior que 12 horas, deve-se ter atenção à quantidade de pílulas que ainda restam na cartela.

  • Se há 7 ou menos pílulas na cartela: tome a pílula esquecida logo e continue a tomar as outras no horário habitual.
  • Se há 8 ou mais pílulas na cartela: não tome mais nenhuma pílula e espere a descida da menstruação para iniciar uma nova cartela. É importante usar preservativo em todas as relações nos próximos dias para evitar a gravidez.




quinta-feira, 25 de julho de 2013

DIU

É um método contraceptivo reversível. Ele exerce efeito anticonceptivo quando colocado dentro da cavidade uterina de uma mulher.
 Existem basicamente duas categorias:

  • DIUs não medicados ou inertes, esse não contêm ou libera substancias ativas. São unicamente constituído de polietileno.
  • DIUs medicados ou ativos: além da matriz de polietileno, contêm substancias que exercem ação bioquímica local, aumentando sua eficácia anticonceptiva.
 O DIU exerce seu efeito antifertilidade  de forma variada e pode interferir no processo reprodutivo antes mesmo do óvulo atingir a cavidade uterina. Seu funcionamento depende do DIU utilizado:

  • DIU hormonal: Libera uma forma de progesterona sintética dentro do útero. A presença da progesterona diminui a frequência da ovulação e altera a consistência do muco do colo do útero, dificultando a passagem do esperma.
  •   DIU de cobre: a simples presença de um corpo estranho dentro do útero já faz com que dentro da cavidade uterina haja uma inflamação de tal forma que o útero se torna um ambiente mais hostil para os espermatozoide.
Em geral, os DIUs de cobre são mais eficazes e produzem menos efeitos colaterais que os não medicados.
O DIU pode permanecer no útero, geralmente, de um a 10 anos e não interfere no ato sexual essas são algumas vantagens do dispositivo.
As desvantagens é que pode aumentar as dores no período menstrual, pode aumentar ou prolongar o fluxo menstrual e, principalmente, não protege de doenças sexualmente transmissíveis.
Além disso, possui riscos como a perfuração da rede do útero, e possível deslocação do DIU ou até abandonamento do dispositivos do útero.
A colocação do DIU deve ser feita por um médico ginecológico. O procedimento pode causar um certo desconforto, sendo usualmente prescrito um anti-inflamatório oral horas antes para que esse incomodo seja bem tolerado pela paciente.
O momento habitual da inserção é durante ou logo após a menstruação porque o canal cervical está mais dilatado, o que facilita sua aplicação.